20 de março de 2017

Adaptando e reduzindo o closet


Meu armário, sem maquiagem, sem produção nem truques de câmeras.
Imagem Dulci Dantas



Tem gente que não acredita. Mas é verdade. Uma estilista - no caso eu - tem um armário de apenas um metro de largura, quatro gavetas e duas prateleiras. Você vai dizer que tenho roupas guardadas em outros cantos da casa, o que não é totalmente mentira. De fato, eu guardo três casacos de inverno e uma bota em outro armário, especial para o inverno. E só.

Verdade que, apesar do ofício no mundo da moda, nunca tive um armário abarrotado. Nunca fui uma compradora compulsiva de roupas, sapatos e bolsas. Depois que minha filha nasceu, meu estilo mudou completamente. Doei uma parte significativa das minhas roupas de trabalho, mais formais e que eu não aguentava mais olhar para elas. Imagina só ir de calça social e scarpin pra pracinha, correr atrás de criança e fazer picnic. Imaginou? Pois é, esse perfil de estilo não cabe mais na minha vida. Precisei adaptar. 



Cada momento com suas particularidades. As diferentes fases da vida pedem atualização no estilo.
Imagem via Pinterest.


Além disso, o preço das roupas no Brasil não está nada acessível. A decisão de sair do emprego para cuidar da minha filha me obrigou a ser ainda mais seletiva, prática, econômica e focada nas compras. Em outras palavras, não está sobrando dinheiro para comprar errado, para comprar por esporte, por puro impulso consumista ou passatempo. Mas, aqui entre nós, que jeito ruim de consumir, não é? Esse jeito inconsciente, que leva nosso dinheiro embora, que abarrota os armários, que só nos deixa mais indecisas na hora de nos vestir, e que nos dá mais trabalho para cuidar, lavar, passar, dobrar e guardar.


No dia-a-dia acabamos sempre vestindo os mesmos "eleitos" de sempre.
Imagem via Pinterest.


Por tudo isso, passei a usar mais as roupas que tenho. Passei a comprar menos e melhor. E, se você se observar direitinho no seu dia-a-dia, vai perceber rápido quais são as suas roupas e acessórios "campeãs de uso". Aquelas peças que você veste e combina "de olhos fechados", e que sempre dá certo. Aqueles sapatos que são "pau pra toda obra", que aguentam o tranco do seu dia sem machucar ou maltratar seus pés. Aquela bolsa que resolve a sua vida. Então... porque ter tantas coisas a mais? 


Com menos roupas e acessórios, percebo que o cuidado e o carinho com as peças são outros. A gente cuida melhor. A gente curte e explora mais as possibilidades de combinações. Na hora de comprar, a gente tem em mente o que já possui para combinar, e erra muito menos. Na hora de viajar, a mala fica pronta em meia hora. Antes, era um tormento para separar o que eu ia levar. Agora não. Levo o que tenho, o que uso todos os dias. Não há mistério.


Importante ressaltar que "menos" não significa "menor". Você pode ter poucas roupas boas, de alta qualidade e incríveis em termos de estilo.
Imagem via Pinterest.


Se você acha que o meu armário (na foto que abre este post) é pequeno, vou logo lhe dizendo que estou doida para retirar, pelo menos, um terço do que você está vendo na foto. São roupas que, apesar de bonitas e novas, na verdade eu não as uso, ou uso tão pouco que não justifica o espaço que ocupam e o trabalho que me dão. Simplicidade é assim. Quanto mais a gente pratica, mais a gente quer se aperfeiçoar. 




Um comentário:

  1. Dulci, aprender que com menos a gente se veste mais e melhor é um aprendizado e tanto. É um estilo sustentável. Continue na sua jornada. Obrgada pela dedicacao do texto a mim, que há muito tempo prego este novo estilo de vida! Um beijo Mara Debora

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